quinta-feira, 20 de setembro de 2007




*******07 "ENSAMBLE NUEVO TANGO"

terça-feira, 11 de setembro de 2007

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

terça-feira, 14 de agosto de 2007




“
…E tambem não é verdade que existem coisas de loiça branca como as que a gente viu uma vez nos catálogos.
Winfield olhou-a com gravidade. Apontou para o departamento sanitário-
-Ali dentro, hein?
-Não sei. Sou uma mentirosa de alto lá com um charuto. Para que é que hei-de contar-te coisas?
-Vamos lá ver - propôs winfield.
-Eu já lá estive - Afirmou Ruthie.- Já me sentei em cima daquela louça e até mijei nela.
-Tu não fizeste nada disso - contradisse winfield.
Foram até às instalações sanitárias e, desta vez, Ruthie não sentiu medo. Corajosamente, conduziu o irmão até ao interior do departamento. As retretes seguiam-se em fila a um lado da grande sala e cada uma delas formava um compartimento isolado e tinha a sua porta. A porcelana branca rebrilhava. Na parede fronteira, corria uma fila de lavatórios, enquanto na terceira parede havia três compartimentos com chuveiros.
-Estás a ver? – Disse Ruthie. São as bacias que a gente viu naquela catálogo. – Aproximaram-se os dois de uma das bacias e Ruthie , num acesso de bravura levantou a saia e sentou-se nela. – Não te contei que já aqui estive? – Disse. Como para confirmar o que dizia , ouviu-se um murmúrio de água dentro da retrete.
Winfield ficou embaraçado. A mão dele movimentou a alavanca da água. A água precipitou-se num tumulo. Ruthie deu um salto e saiu a correr. Um pouco afastados, ela e winfield ficaram-se a olhar o compartimento misterioso. O silvo da água correndo persistia.
-Vés o que tu fizeste? – fez Ruthie. – quebraste aquilo. Eu bem vi.
-Não quebrei nada. Palavra de honra que não.
-Eu vi, sim- disse Ruthie. –Não se te pode mostrar nada bonito, que tu não tenhas logo vontade de escangalhar tudo!
Winfild baixou a cabeça . Olhou para Ruthie e os seus olhos encheram.se de lágrimas. Tremia-lhe o queixo e Ruthie arrependeu-se imediatamente.
Não faz mal – disse ela.- Eu não digo nada a ninguém. A gente diz que aquilo já estava quebrado. Não é melhor dizermos que nem estivemos aqui. –Levou o irmão para fora do departamento.
…
-Mãe a senhora já viu? Ali há umas bacias brancas, muito bonitas.
- Estiveste lá dentro? Perguntou a mãe.
-Sim. Eu e o Winfield- disse, acrescentando traiçoeiramente:- Mãe, o winfield quebrou uma daquelas bacias.
-Winfield corou e olhou para Ruthie com raiva.
-E ela mijou na bacia- disse maldosamente.
A mãe sentia-se apreensiva.
-Que é que vocês andaram a fazer? Venham mostrar-me, andem!_ Fê-los entrar no departamento. _Que é que vocês fizeram?- Perguntou.
Ruthie apontou com o dedo.
-Foi ali. Fazia che…che, mãe. Mas agora já parou.
-Mostra o que fizeste!- Mandou a mãe.
Relutante, Winfield dirigiu-se para a bacia.
-Não puxei com força- disse. _ Só agarrei aquilo e…
A água tornou a cair com força na retrete.
Winfield deu um salto para o lado.
A mãe riu, atirando a cabeça para trás. Ruthie e winfield observavam-na ressentidos.
-Mas é assim mesmo que isto funciona- explicou a mãe.
- Eu já tinha visto isso. Quando se acaba, puxa-se o botão.
…
-Eu estava lá dentro quando entrou uma senhora e começou a tomar banho. A senhora sabe como é que se faz? A gente entra numa coisa que parece um balcão, mas pequeno-sabe?- e lá dentro dá-se volta a uma rodinhae a água começa a cair em cima da gente. Àgua quente ou fria, conforme a gente quiser. Eu vi como se fazia e depois fiz o mesmo.
…”

Jonh Steinbeck em As vinhas da ira

terça-feira, 24 de julho de 2007

“Puesto que no tenéis una mirada suficiente pura para ver mi belleza sin intermediario y sin acompañamiento, os la muestro mediante las formas y los velos. Pues vuestra percepción de lo incalificable pasa por la forma; no podéis ver lo que carece de aleación. Así, mi belleza está ligada a la forma, con el fin de estar a la medida de vuestra capacidad de visión. El universo semeja un cuerpo cuya cabeza está en el cielo y cuyos pies están en la tierra. Así como el cuerpo humano vive por el alma, en este cuerpo el cielo es cabeza y los astros, sentidos. El ojo, la oreja, la lengua viven, ven, oyen, hablan, sienten gracias al alma. La vista, la claridad, la vida, las facultades de percepción: todo procede del alma. Se vislumbra el alma a través de todo ese poder de percepción. Cuando el alma abandona el cuerpo, la belleza, el encanto y el esplendor dejan de morar en él: resulta evidente que toda la belleza se manifestaba mediante el cuerpo, pero pertenecía al alma”

Sultân Valad

sábado, 23 de junho de 2007

CARLA BRUNI



“…”Erguirse”fue el momento inaugural de una triple liberación. Libero las manos, lo cual permitió el paso al Homo faber. Libero la glotis y las manos, lo cual permitió el paso al hombre parlante, y la voz humana convertirse en esse instrumento mágico para la palabra y el canto.
Por ultimo, libero el rostro; en lugar de ser un “hocico” tendido hacia delante a rãs del suelo como el de un animal que merodea en busca de alimento, el rostro pasa a formar parte de una cabeza posada apacible y noblemente sobre los hombros. Esse rostro puede volver, com soberana soltura, su mirada hacia la altura y la lejanía, intercambiar sonrisas com sus semejantes, dejar que afloren sentimientos y emociones procedentes de la profundidad, que se elevan hacia la cima y acaban modelándola. Tengamos la ousadia de afirmar que, si todo rostro de ódio es feo, en cambio todo rostro en su bondade es bello. El rostro es el tesoro único que cada cual ofrece al mundo. …”

François Cheng em “Cinco meditaciones sobre la belleza”